A publicação reúne trajetórias marcadas por violência, abandono, racismo e sofrimento emocional que, ao serem colocadas no papel, ganharam novos significados. A iniciativa mostra como a escrita pode se tornar uma ferramenta de cuidado em saúde mental, fortalecendo a autoestima, o pertencimento e a autonomia das participantes. Coordenadora do projeto, a psicóloga Andrea de Jesus Capim se emocionou ao ver o trabalho concretizado. "É indescritível a emoção de ver o projeto concluído e chegando às mãos dessas mulheres. As autobiografias são delas, mas todo o percurso foi realizado coletivamente", afirmou. Segundo Andrea, revisitar a própria história permitiu que muitas participantes enxergassem suas experiências sob uma nova perspectiva. "Elas conseguiram olhar para as próprias histórias, dar um novo sentido, perceber quantas violências haviam sido naturalizadas ao longo da vida e entender que era possível interromper esses ciclos", explicou.
Originador(es): São Paulo (Cidade). Secretaria da Saúde
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